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BARRA DO SAHY


Flávio Martins Santos - 31/12/17

A possibilidade de pegar alguns dias de praia no litoral de São Paulo durante a Adventure Sports Fair motivou a fazer um levantamento de locais para curtir, no máximo a uns 200km da capital e que fosse apenas para descansar, nada de aventura, ou agitação de lugares batidos por turistas.
Tendo como referência o Litoral Norte fuçamos o mapa até observar uma pequena praia em formato de ferradura, rodeada de Mata Atlântica, com um tamanho pequeno de habitações e ainda com um rio desaguando na praia. Guardamos o nome e fomos realizar aquela pesquisa básica e graças a internet constatamos que tínhamos quase nada de referências, mais um ponto positivo. Depois buscamos algumas pousadas na vila e acabamos batendo o martelo pela Barra do Sahy.

Chegamos em Sampa debaixo de muita chuva, a avenida em frente ao aeroporto estava um caos, tudo parado e aquele furdunço típico. Já agoniado para fugir daquela loucura tratamos logo de pegar o carro alugado e sumir pela estrada. Não demorou muito e já estávamos na Rodovia dos Imigrantes descendo para o litoral. Sem erro por conta da boa sinalização e estradas chegamos a vila com uma chuva típica da região.
Mochilas na pousada e partimos logo para aquela volta de reconhecimento, e por acaso o tempo abriu e pegamos um bom período de praia. Pegamos a rua de areia que leva para a praia e demos de cara com a formação das ilhas ao fundo, no lado esquerdo uma mata bem preservada com o rio Sahy desaguando e no lado direito o canto bravo da praia.
Aproveitamos o final do dia e fomos conhecer a capela de Nossa Senhora Sant’Ana que além de sua beleza fica em um local privilegiado. Para chegar o visitante tem que passar por uma ponte de madeira que corta o rio Sahy e o visual monta um belo cenário. A pequena capela é da década de 20 e todo o patrimônio é muito bem preservado. Depois de um bom tempo de contemplação voltamos caminhando pela praia até a pousada.

No outro dia levantamos sem pressa, afinal a viagem era para curtir a praia que fica ali pertinho, então não tinha motivo para ter hora para nada. Pássaros coloridos da Mata Atlântica rodeavam a área do café da manhã e faziam uma cantoria fora de série. Partimos então para mais um dia de praia e por nossa sorte o sol estava presente e com força. Essa sorte se esticou por mais um dia e só voltou a chover no dia de voltar. Valeu a pena e muito ter conhecido este local escondido entre as outras praias mais conhecidas, uma vila que dia de semana não possui tanta opção para alimentação, não é a toa que íamos jantar ali pertinho em Juquehy.

A dica é, se quer conhecer de fato lugares bacanas e com aquela paz evite ir onde os sites de viagens apontam como os melhores lugares. O fato de possuir muitos relatos de internautas que foram em um local e a tal pontuação pode ser um índice de “crowd” e não de bom lugar.