Fala galera DOCERRADO! Na minha primeira coluna, falarei
sobre um sentimento que já nasce com a galera do cerrado:
A PAIXÃO POR VIAJAR.
Não tem como negar que uma das paixões de quem mora
no cerrado, é viajar. É uma coisa natural, nasce com
o calango, cresce com ele e se perpetua, afinal estamos no CENTRO
do país. Longe e "perto" de todos outros estados.
Vejo isso como uma vantagem: o lado bom de estar no centro. Existem
diversas maneiras de viajar, seja pegando o carro e rasgando o asfalto
mundo afora, ou apenas olhando o céu de Brasília, com
aquele pôr do sol, e quando percebe você foi longe.
Mas com certeza a primeira opção é bem melhor.
Nada como a expectativa de uma bela Trip, seja para qual destino for.
Aquela ansiedade vai aumentando e você não quer esquecer
nada, sempre acaba levando coisas demais. Mas isso é normal.
E chega a hora de partir. Beijo na família, a benção
dos pais e agora você se sente completamente confiante para
viajar.
- Bora simbora galera! Uhuuuuuuu!
Para que uma viagem sempre dê certo é importante a escolha
da equipe certa. Sim, equipe brother. Porque numa Trip estão
todos na mesma barca e a partir daí o excesso de individualismo
deve ser deixado de lado e se começa a pensar mais em grupo.
Os parceiros da barca devem estar sintonizados e com o mesmo objetivo:
aproveitar a viagem ao máximo e relaxar, afinal, ninguém
sai de Brasília para se estressar. Sempre tem alguém
que não tá muito na sintonia e acaba perdendo os melhores
momentos, simplesmente porque não se desapega de algumas coisas
do dia a dia. Eu por exemplo quando viajo, não quero saber
de televisão, celular, internet, relógio, "hora
do almoço", “hora disso”, "hora daquilo",
apenas quero viver cada momento intensamente, aproveitar o que o local
tem a oferecer: Praias, cachoeiras, uma boa comida, etc.
O mundo anda muito frenético, notícias e muita tragédia,
e as vezes é bom você ficar 10 dias ou um mês sem
ver tv ou ler jornais, e te garanto: você não vai perder
nada! Pra ver na TV ou ler num jornal que um maluco entrou numa universidade
e atirou em não sei quantos, prefiro não ficar sabendo.
Eu particularmente gosto de tudo em uma Trip, até algumas roubadas.
Faz parte, une a galera, mostra quem é quem na dificuldade,
aquele que só fica na boa "dando ordens", aquele
que faz a correria, aquele mais inteligente, o mais sensato, mas com
um pouco de cada um, geralmente a galera se sai bem das roubadas.
Já vi grandes amizades nascerem de roubadas, mas também
já vi amizades se estremecerem.
O que vale são as experiências e os momentos que você
vai levar pra toda a vida. Mas uma dica que eu dou é que quando
uma decisão tem que ser tomada, e esta decisão envolve
o grupo, a melhor maneira é sempre usar da democracia.
Qual pousada ficar? Tem que ser consenso. Vamos hoje para a praia
X ou a praia Y? A maioria vence.
Isso é democracia, ninguém impõe nada a ninguém
nem decide nada sozinho. Acho que assim funciona.
Viajar engrandece a pessoa, faz você ir a lugares que nunca
foi ou imaginaria ir, fazer coisas que nunca fez, conhecer pessoas
diferentes, costumes diferentes. Aprender com as diferenças
é uma grande lição. Por isso eu termino essa
coluna com um trecho do livro Mar sem Fim, de Amyr Klink que diz:
"... Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por
sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros
ou tv.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender
o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias
árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar
do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para
estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para
quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos,
e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz
professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos
ser alunos, e simplesmente ir ver".
Falou e disse...
Um abraço galera e boas viagens!
Gutim |