Quantas pessoas já lhe perguntaram o que te
faz deixar o luxo da cidade, ou a comodidade de mordomias para buscar
lugares ermos, onde o frio, fome, caminhadas exaustivas, ou geralmente
dormir em barracas onde sua cama é um fino saco de dormir ou
passar frequentemente por qualquer situação considerada
anormal pelos acomodados. Certamente caso você seja um aventureiro,
amante dos belos lugares e de viver curtindo a vida de forma saudável
praticando esportes junto a natureza já deve ter escutado tal
questionamento diversas vezes e ate mesmo já deve ter perguntado
a si mesmo o porque de tanto sofrimento para alguns e que para você
é um prazer.
Existem diferentes formas de uma pessoa se tornar um aventureiro,
alguns já nascem com esta personalidade, outros buscam e acabam
sendo tomados por tal personalidade. Uns por motivo de terem se cansado
da rotina, outros por motivo de saúde e ate psicológica,
mas a verdade sobre a personalidade aventureira é que ela não
é genética. Exemplo disso são pessoas que já
tive oportunidade de encontrar em trilhas, acampamentos, ou ate em
pescarias e no meio do bate papo, algumas citaram relatos de vidas
transformadas pelo stress e que já chegaram ao limite da saúde
e acabaram recebendo a intimação medica de que caso
não deixassem a vida conturbada e se não passassem a
realizar atividades esportivas como uma simples caminhada por uma
mata logo tais vidas seriam finalizadas.
Um fato que marcou foi quando embarquei para a minha primeira pescaria
no rio Araguaia. Com a companhia de amigos do trabalho do meu pai
e com apenas 13 anos idade, sem experiência nenhuma na arte
da pesca, fui indagado por um dos amigos do meu pai sobre de onde
eu tinha puxado a paixão pela pesca, camping e aventuras junto
a natureza, pois sendo amigos do meu pai, eles sabem que mesmo gostando
e praticando esportes, meu pai odeia pescaria, e acampar pra ele é
coisa de quem gosta de passar por “perrengue”.
Minha resposta foi simples e direta, pois o que me leva a conviver
e ser viciado em aventuras é o fato de viver e não simplesmente
sobreviver. Muitos como já descrevi no site, odeiam por exemplo
acampar pelo fato de já terem realmente passado por mal lençóis
em alguma aventura. Lembrando que toda aventura tem seu lado ruim
do cansaço, mas planejamento é a base de tudo. Vale
a pena ler as dicas relatadas no site, como o intitulado “Sabendo
acampar”.
Um ser dotado da personalidade aventureira é uma pessoa fácil
de ser notada no meio urbano. As características físicas
como uma boa saúde, um psicológico estável, o
gostar de viver, curtir o sol, adorar a chuva, sentir o vento e a
cada pequena coisa do dia a dia ligada a natureza e a vida são
celebradas com prazer no interior de cada aventureiro.
Uma criança quando vem pré-disposta a ser aventureira
nata, logo é notada por suas brincadeiras, maneira de conviver
e algumas buscam ate auxilio para sanar o lado aventureiro e solicitam
aos pais, por exemplo, a entrada em um grupo de escoteiros.
Também devemos lembrar que caso uma pessoa não possua
tal personalidade não adiantará força-la a conviver
no meio de uma aventura.
Outra vez acampando em uma fazenda, a noite na fogueira sob um céu
estrelado, ao som de uma viola um amigo levanta e aos berros grita
que a vida dele é uma maravilha. Que busca durante a semana
toda o stress para que quando chegar em uma aventura coloque tal stress
pra fora. Aventureiro mesmo não reclama das provações
que ele mesmo buscou, caso esteja ruim ele mesmo terá que buscar
a solução.
Lembramos que a endorfina é uma substância natural produzida
pelo cérebro durante e depois de uma atividade física
que regula a emoção e a percepção da dor,
ajudando a relaxar e gerando bem estar e prazer. A endorfina é
considerada um analgésico natural, reduzindo
o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões e sendo até
recomendado no tratamento de depressões leves.
Desta forma podemos notar o que realmente leva uma pessoa a ter uma
personalidade aventureira.
Boas aventuras!
Flávio Martins |