Tudo ia bem
quando, logo que passamos pela Cidade de Goiás, a Azeitona
quebrou as correias, fazendo com que o comboio parasse para arrumar
tal avaria. Nossa vantagem nesta aventura é que a galera, além
de curtir uma pescaria também se interessa por mecânica.
Além disso, a precaução que nosso amigo Otamir
teve ao carregar algumas correias extras nos ajudou bastante. Pois
se não fosse tal atitude, estaríamos bem enrolados para
chegarmos a São Miguel do Araguaia. A
CHEGADA
Depois de percorrer, por 100 km, a estrada de terra que separa São
Miguel do Araguaia de Fio Velasco, o comboio fez uma parada na entrada
do condomínio, pois como era aniversário do Sr. Tunaro
(pai dos irmãos Estevam), fizemos questão de chegarmos
todos juntos fazendo a maior baderna. Não foi diferente. Ao
chegarmos à Quinta das Pererecas o barulho da galera acordou
a todos. Enquanto alguns foram arrumando seus cantos para pernoitar,
outros já engataram na cerveja, mas no fim das contas todos
se juntaram e cantaram parabéns ao aniversariante que nos recebeu
de forma alegre e muito receptiva. Depois da farra, por volta das
quatro da madrugada, a galera foi dormir, pois o outro dia prometia
uma bela pescaria. 1° DIA DE
PESCA
Como tivemos a comemoração do aniversário do
Sr. Tunaro, o dia seguinte não foi diferente. Muitos nem saíram
para pescar, e os que saíram já saíram um pouco
mais tarde, pois a farra realmente boa. A pescaria ficou pelas proximidades
do porto e tivemos poucas ações dos peixes. Mas so o
fato de esta ali na beira deste majestoso rio ja vale a pena.
2° DIA DE PESCA
Logo cedo um grupo saiu e optou por uma pescaria no ponto denominado
“Ressaquinha”, enquanto o outro grupo saiu um pouco
mais tarde e optou por ir pescar no “Lago Grande”. Para
chegar a este lago, a galera entrou em um canal que está
secando.
Assim, a maioria dos trechos teve que ser feita puxando o barco.
Em pergunta ao piloteiro sobre a distância para chegar ao
lago, para nossa surpresa, ele disse que era de mais de 2 km, entre
canais e outros lagos. Portanto, nessa hora a ajuda de todos era
fundamental.
Ao caminharmos entre os canais, nos deparamos com a rica fauna,
repleta de Jacus, répteis como camaleões e jacarés.
Na água, a fuga dos peixes para o rio era uma alegria! Cardumes
de Aruanãs e bandos de Biguás faziam do visual um
fato marcante nesta aventura. Ao chegar à entrada do lago,
o piloteiro afirmou que já poderíamos arremessar as
iscas e, numa de seqüência de arremessos, três
tucunarés foram fisgados com isca artificial. Subimos batendo
as margens e o grupo se separou pela lagoa, pois sua imensidão
de canais traz a oportunidade de boas capturas. Depois de horas
e horas pescando sob um forte sol, acompanhados de uma boa cerveja
gelada, veio a hora de irmos embora, pois, mesmo sendo a passagem
de volta pelo canal mais rápida, esperar a noite para tal
feito seria brincar com a sorte. Depois da ida à lagoa chegamos
à Quinta das Pererecas eufóricos, afinal a enfieira
de peixes estava linda!
O outro grupo que tinha ida ao ponto “Ressaquinha” já
não teve tanta sorte.
3° DIA DE PESCA
Partimos desta vez para o pesqueiro da Volta Grande, uma curva no
rio que parece não ter mais fim. No meio, uma correnteza
onde é possível capturar Douradas, e na curva pode
- se tentar as tão procuradas Pirararas. Ficamos algumas
horas, mas só conseguimos algumas beliscadas. Em seguida
subimos para outro ponto onde consegui fisgar alguns Mandubés
e o nosso amigo Harlei deixou escapar um Pintado. Depois disso arrumamos
uma churrasqueira no barco e ficamos na beira do rio saboreando
um bom churrasco e vendo as águas passando. O outro grupo,
que, no dia anterior, tinha ido para o “Ressaquinha”,
neste dia partiu para a lagoa que tínhamos ido no dia anterior.
E com eles a experiência não foi diferente... voltaram
relatando como foi a aventura e, muito animados com os peixes fisgados,
ainda nos disseram que assaram uns Tucunarés na beira do
rio. A noite enfim chegou com muita moda de viola e um bom papo
acompanhado de delicioso peixe.
A PARTIDA
Arrumamos as tralhas e o desanimo era visível na cara de
todos. Partimos bem cedo de volta a Brasília, mas a aventura
ainda não tinha acabado, pois passando 40km de São
Miguel do Araguaia a Azeitona estourou sua turbina fazendo com que
tivéssemos mais algumas lições de companheirismo.
Depois de quatros horas esperando o guincho, viemos devagar, contando
sempre com a união do grupo. A lição que fica
é que uma boa aventura é capaz de nos proporcionar
novas amizades. Além disso, outro ponto positivo foi o fato
de termos a possibilidade de conhecer uma família que recebe
seus visitantes como membros da mesma. A preocupação
com o bem estar e a satisfação de todos, somado ao
planejamento que antecedeu a pescaria, nos mostrou que a família
Estevam faz da Quinta das Pererecasser um recanto que deixamos para
trás dizendo um “até breve”! |
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