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MAMBAI - GO (20/03/2008) - Por: Luiz Antônio
PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3 PARTE 4
  COMO CHEGAMOS
Quinta-feira acordei às 6h da manhã animado para encontrar o grupo no Posto BR da QL-20/QI-21 do Lago Sul. O Vitarapente azul já estava abastecido e com toda tralha ocupando o seu espaço de bagagem e mais o local do banco traseiro. Afinal, começaríamos nossa expedição para Mambaí seguindo o Roteiro 2 previamente combinado. Sabíamos que nosso percurso seria o mais longo dos roteiros propostos – Brasília, Cabeceira Grande (MG), Cabeceiras (GO), Buritis (MG), Formoso de Minas (MG), Sítio D’Abadia (GO), Damianópolis (GO) e Mambaí.
Nossa previsão de saída era 8h da matina. Quando chegamos ao posto de combustível, Fátima e eu encontramos o Rasc com seu novo brinquedo – camioneta Mahindra cabine simples – e seu fiel escudeiro Rasquinho; Leda, com seu Troller amarelo, e sua irmã Fátima. Em seguida estacionaram os seus veículos a Cris, Vitara branco, e sua amiga Cleo; o Paulo, Vitarinha preto, com sua esposa Andréia. Aguardamos a chegada do LAPS Terrapia com a sua inseparável Toyota Bandeirante. Grupo formado, às 8h50, mais ou menos, iniciamos nosso deslocamento com destino à Mambaí. Saímos em direção à DF-001, passamos em frente à Escola Fazendária, continuamos no sentido do balão de Unaí e pegamos a BR-251 até o entroncamento com a DF- 285.
Entramos por esta rodovia e logo em seguida estávamos no trecho de terra, nosso objetivo. Seguimos no sentido de Palmital, entramos em Minas Gerais e no entroncamento seguimos para Cabeceira Grande, deixando o ramal Palmital à direita. Em Cabeceira Grande, ainda por estrada de terra, seguimos para Cabeceiras onde paramos para um breve descanso, beber água, refrigerante, jogar conversa fora e comentários sobre o trecho. Todos animados e “vamu qui vamu” que Mambaí nos espera.
De Cabeceiras deslocamos por estrada asfaltada até Buritis, nosso ponto de almoço. Depois de abastecermos o corpo, abastecemos os veículos à gasolina
- os Vitaras - passamos sobre o Rio Urucuia e seguimos para o nosso próximo destino, Formoso de Minas, percorrendo o trecho mais bonito da estrada.
Você olha para a direita e vê uma serra, olha para a esquerda e lá está outra serra e nós seguindo por um vale com paisagens belíssimas e fazendas de gado nelore.
Uma ponte aqui, outra acolá, um córrego aqui, um rio acolá. Em um trecho a estrada apresenta boas condições, em outro aparecem alguns buracos. Se tivesse chovido teríamos pegado uns atoleiros, dava para ver os sinais. Em alguns trechos encontrávamos baciões que se estivessem com água seria um verdadeiro parque de diversões.
Na medida certa para o prazer de sujar o jipe, utilizar pra valer uma reduzida e sair do outro lado com aquele sorriso constante iluminando nossos rostos. Mais à frente, próximo da divisa com Goiás, a estrada faz uma curva para a direita e seguimos em direção à serra. Iniciamos a subida, passamos por mata um pouco mais fechada, tiramos uma casquinha no Estado de Goiás e seguimos para Formoso. De Formoso, ainda por estrada de terra, o comboio retorna ao Estado de Goiás e segue para Sítio D’Abadia. A partir desta cidade, por estrada asfaltada, passamos por Damianópolis e em seguida Mambaí. Por volta das 18h40 chegamos ao nosso destino depois de percorrermos mais ou menos 420 km.
No trecho Sítio D’Abadia /Mambaí, através do rádio, entramos em contado com o Flávio na camioneta S-10 Agunia, já devidamente instalado no camping da Chácara Rainha da Paz. Repassou-nos informações importantes sobre a estrada para o camping, aonde comprar gelo na cidade e que na sexta-feira tudo estaria fechado. No camping o grupo tratou de conhecer as instalações e procurar locais adequados para a montagem das barracas.
Aos poucos os outros grupos foram chegando e cada um contava sua aventura até o destino. O Oswaldo ficou perdido entre Serra Bonita e Formoso e foi o último a chegar na quinta-feira. Já estávamos preocupados com a sua demora e tentávamos fazer contatos por rádio. Infelizmente ele estava sem o aparelho em seu Toyota Bandeirante.
Grupos instalados, estórias contadas, banho tomado, visita do pessoal que estava no hotel (Jorge, Wellington, Débora, Viviane) nos reunimos na varanda da casa principal e o LAPS nos brindou com um ótimo pescoço bovino assado. Até o sono aparecer foram gozações (até uma bombinha foi estourada na porta da barraca do Flávio!), brindes com cerveja,
   
   
   
   
   
vinho, cachaça, whisky, refrigerantes e todo mundo sonhando com os passeios dos dias seguintes programados pela Itakamã Ecoturismo & Aventura. Parabéns ao nosso grupo que se deslocou obedecendo às regras de um comboio, ou seja, sem o uso de bebidas alcoólicas, o veículo da frente sempre em contato visual com o de trás, nos entroncamentos os carros da frente paravam ou diminuíam o ritmo até a compactação, informações constantes pelos rádios VHF e sempre repassando instruções para a Cris através do “talk about”.
Enfim, um grupo unido. Realmente, Mambaí nos esperava.
       
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