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Como nos divertimos =>
Sexta-feira o acampamento movimentou-se devagar. Alguns acordaram
cedo e dirigiram rapidamente para o banheiro antes que as filas se
formassem. Outros, com uma tremenda ressaca, prometendo nunca mais
beber até abrir a primeira latinha.
Logo o desjejum estava servido e os expedicionários procuravam
alimentar-se bem. O dia seria bastante puxado.
Outros partiam logo para um copo de suco bastante doce para repor
a cota de açúcar no sangue. Coisas das bebidas da noite
anterior. Alguns tratavam de arrumar melhor as tralhas nas barracas
ou mudá-las de lugar. Outros, um mergulho no ribeirão
no fundo da chácara, água gostosa, não muito
fria, com roda d’água e um rancho em sua margem. Afinal
estava chegando a hora do primeiro passeio.
O LAPS Terrapia preocupado porque sua querida filhota Joyce não
havia chegado. Ela estava de carona com o Leo Gazzola. Calma LAPS!
O Leo vem de Jimny e não de avião. Até as 18h
eles chegam. De repente, aquela voz feminina gritando bem alto: “Olha
o brieffing”.
Era a Fabiana devidamente escoltada pelo Leandro da Itakamã
para as informações necessárias à primeira
excursão. Aos poucos os jipeiros vão se aproximando
- aliás, jipeiro nunca tem pressa - para ouvir as recomendações.
O Leandro vai informando que o primeiro passeio será na caverna
Lapa do Penhasco e aqueles que desejarem podem fazer uma tirolesa
de + ou - uns 300m que passa sobre o despenhadeiro.
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| A brincadeirinha
ficará em R$25,00, barato pelo prazer proporcionado.
Todo mundo em suas viaturas, o comboio deslocou-se passando
pela cidade em um desfile de 16 veículos. Parada para
abastecimento. Novo deslocamento para o destino.
A caminhada para o penhasco é bastante curta, sem qualquer
dificuldade.
Lá chegando, o grupo dividiu-se em dois. Uma parte dirigiu-se
para a caverna e aqueles que estavam dispostos a brincar na
tirolesa ficaram em um rancho no local de chegada.
O penhasco é bastante fundo, bonito e perigoso. Se alguém
cair não é necessário ter o trabalho de
buscar o corpo porque não vai achar. É óbvio
que ninguém se atreveu a chegar à beira do despenhadeiro.
A gente pode ser doido, mais nem tanto. A tirolesa passa sobre
o penhasco e a vista lá de cima é espetacular,
imperdível. Neste momento tem-se a verdadeira dimensão
do buraco. No fundo, um ribeirão sai da boca da caverna
e corre até encontrar outro. Uma pena que o vôo
dura apenas 30 segundos e como passa tão rápido.
Quando a gente menos espera, ainda em transe pela visão,
chega-se ao fim.
Alguns ficaram tão animados que resolveram fazer outro
vôo. A trilha para a caverna é bastante inclinada,
mas segura. Lá em baixo é necessário atravessar
o ribeirão com água na altura do peito. O percurso
pela caverna não é extenso e o maior cuidado é
com as pedras escorregadias. Por ser alta não há
grandes formações das estalactites.
Visita feita é hora de enfrentar a subida. E que subida.
O cérebro dá ordem para mais um passo e a musculatura
da perna recusa-se obedecer. O coração parece
que vai sair pela boca. Os batimentos cardíacos batem
recordes, mais a gente chega lá no alto.
“Por que abandonei a academia?” Nesta altura do
campeonato todas as energias foram consumidas e a fome aperta
cada vez mais. Todo mundo sonhando com a peixada que a Fabiana
AINDA irá fazer. O único que esboçou um
sorriso sem tamanho foi o LAPS por ter encontrado sua querida
Joyce. O Leo Gazzola havia chegado e foi encontrar-se com o
grupo. Retorno ao camping e a nossa querida “chef”
Fabiana, devidamente escoltada por algumas ajudantes, começa
o ritual do preparo da famosa peixada acompanhada por arroz
e pirão. O grupo dirige-se ao ribeirão para restabelecer
as forças e espantar o calor mergulhando em suas águas
cristalinas e frias. O Fabiano abre a porta traseira de sua
Cherokee expondo as caixas de som e começa a festa que
se estenderá pela noite, apenas interrompida para que
possamos saborear a famosa peixada. A festa acabou por revelar
dois exímios dançarinos: O Fabiano e o Justin.
Cada vez que eles entravam no salão era só diversão.
O Fabiano demonstrando uma energia sem par. O cara depois que
carrega as baterias não pára mais. Haja fôlego.
É dançar e beber. Uma mistura de cerveja com cachaça,
com whisky, com vinho e a gente esperando que ele desabe. Que
nada! Tudo aquilo era combustível. |
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O Justin descobriu
o “créeeeu”. Hilário! Dançou
até com o Fabiano. Pegou um porre danado. Quando foi
dançar com a Peth o Oswaldo nem piscava. Conversava com
a gente sem olhar nos olhos. Tava de olho no Justin: “Que
gringo mais abusado!”. Depois de tudo isso um grupo ainda teve força
para ir a um luau em uma chácara perto da cidade. Haja resistência.
Neste segundo dia um casal me surpreendeu: o Flávio e a Caroline.
Depois da brincadeira da bombinha na porta da barraca achei que no
dia seguinte eles iriam embora ou abandonariam o grupo. Levaram tudo
na esportiva e continuaram na expedição como se nada
tivesse acontecido.
Parabéns para eles. São porretas,
companheiros. Apesar de que o Flávio queria contratar a Fátima
(advogada) para defender sua causa.
Pretendia indenização por danos materiais (a bombinha
fez um furo em sua barraca) e danos morais. É claro que pedimos
a ele para analisar a brincadeira de forma positiva. O furo, pequeno
por sinal, melhoraria a ventilação na barraca e danos
morais ele não precisava ficar preocupado. Se o clímax
foi quebrado naquela noite ele ainda teria duas pela frente. O César
e a Érica, amigos do Flávio, foram os únicos
que foram para lá com um veículo exclusivamente urbano.
Colocaram o Pálio na estrada e curtiram tudo a que tinham direito.
Estão
certos. Quando se tem vontade não existem dificuldades. Silêncio
no camping. Todos dormindo e sonhando com o segundo dia. E “vamu
qui vamu”. |
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