DOCERRADO.com
MAMBAI - GO (20/03/2008)
Texto: Luiz Antônio
Como nos divertimos => Sexta-feira o acampamento movimentou-se devagar. Alguns acordaram cedo e dirigiram rapidamente para o banheiro antes que as filas se formassem. Outros, com uma tremenda ressaca, prometendo nunca mais beber até abrir a primeira latinha. Logo o desjejum estava servido e os expedicionários procuravam alimentar-se bem. O dia seria bastante puxado. Outros partiam logo para um copo de suco bastante doce para repor a cota de açúcar no sangue. Coisas das bebidas da noite anterior. Alguns tratavam de arrumar melhor as tralhas nas barracas ou mudá-las de lugar. Outros, um mergulho no ribeirão no fundo da chácara, água gostosa, não muito fria, com roda d’água e um rancho em sua margem. Afinal estava chegando a hora do primeiro passeio. O LAPS Terrapia preocupado porque sua querida filhota Joyce não havia chegado. Ela estava de carona com o Leo Gazzola. Calma LAPS! O Leo vem de Jimny e não de avião. Até as 18h eles chegam. De repente, aquela voz feminina gritando bem alto: “Olha o brieffing”. Era a Fabiana devidamente escoltada pelo Leandro da Itakamã para as informações necessárias à primeira excursão. Aos poucos os jipeiros vão se aproximando - aliás, jipeiro nunca tem pressa - para ouvir as recomendações. O Leandro vai informando que o primeiro passeio será na caverna Lapa do Penhasco e aqueles que desejarem podem fazer uma tirolesa de + ou - uns 300m que passa sobre o despenhadeiro.
A brincadeirinha ficará em R$25,00, barato pelo prazer proporcionado. Todo mundo em suas viaturas, o comboio deslocou-se passando pela cidade em um desfile de 16 veículos. Parada para abastecimento. Novo deslocamento para o destino. A caminhada para o penhasco é bastante curta, sem qualquer dificuldade. Lá chegando, o grupo dividiu-se em dois. Uma parte dirigiu-se para a caverna e aqueles que estavam dispostos a brincar na tirolesa ficaram em um rancho no local de chegada. O penhasco é bastante fundo, bonito e perigoso. Se alguém cair não é necessário ter o trabalho de buscar o corpo porque não vai achar. É óbvio que ninguém se atreveu a chegar à beira do despenhadeiro. A gente pode ser doido, mais nem tanto. A tirolesa passa sobre o penhasco e a vista lá de cima é espetacular, imperdível. Neste momento tem-se a verdadeira dimensão do buraco. No fundo, um ribeirão sai da boca da caverna e corre até encontrar outro. Uma pena que o vôo dura apenas 30 segundos e como passa tão rápido. Quando a gente menos espera, ainda em transe pela visão, chega-se ao fim. Alguns ficaram tão animados que resolveram fazer outro vôo. A trilha para a caverna é bastante inclinada, mas segura. Lá em baixo é necessário atravessar o ribeirão com água na altura do peito. O percurso pela caverna não é extenso e o maior cuidado é com as pedras escorregadias. Por ser alta não há grandes formações das estalactites. Visita feita é hora de enfrentar a subida. E que subida. O cérebro dá ordem para mais um passo e a musculatura da perna recusa-se obedecer. O coração parece que vai sair pela boca. Os batimentos cardíacos batem recordes, mais a gente chega lá no alto. “Por que abandonei a academia?” Nesta altura do campeonato todas as energias foram consumidas e a fome aperta cada vez mais. Todo mundo sonhando com a peixada que a Fabiana AINDA irá fazer. O único que esboçou um sorriso sem tamanho foi o LAPS por ter encontrado sua querida Joyce. O Leo Gazzola havia chegado e foi encontrar-se com o grupo. Retorno ao camping e a nossa querida “chef” Fabiana, devidamente escoltada por algumas ajudantes, começa o ritual do preparo da famosa peixada acompanhada por arroz e pirão. O grupo dirige-se ao ribeirão para restabelecer as forças e espantar o calor mergulhando em suas águas cristalinas e frias. O Fabiano abre a porta traseira de sua Cherokee expondo as caixas de som e começa a festa que se estenderá pela noite, apenas interrompida para que possamos saborear a famosa peixada. A festa acabou por revelar dois exímios dançarinos: O Fabiano e o Justin. Cada vez que eles entravam no salão era só diversão. O Fabiano demonstrando uma energia sem par. O cara depois que carrega as baterias não pára mais. Haja fôlego. É dançar e beber. Uma mistura de cerveja com cachaça, com whisky, com vinho e a gente esperando que ele desabe. Que nada! Tudo aquilo era combustível.
   
   
   
   
   
O Justin descobriu o “créeeeu”. Hilário! Dançou até com o Fabiano. Pegou um porre danado. Quando foi dançar com a Peth o Oswaldo nem piscava. Conversava com a gente sem olhar nos olhos. Tava de olho no Justin:
“Que gringo mais abusado!”.
Depois de tudo isso um grupo ainda teve força para ir a um luau em uma chácara perto da cidade. Haja resistência. Neste segundo dia um casal me surpreendeu: o Flávio e a Caroline. Depois da brincadeira da bombinha na porta da barraca achei que no dia seguinte eles iriam embora ou abandonariam o grupo. Levaram tudo na esportiva e continuaram na expedição como se nada tivesse acontecido. Parabéns para eles. São porretas, companheiros. Apesar de que o Flávio queria contratar a Fátima (advogada) para defender sua causa. Pretendia indenização por danos materiais (a bombinha fez um furo em sua barraca) e danos morais. É claro que pedimos a ele para analisar a brincadeira de forma positiva. O furo, pequeno por sinal, melhoraria a ventilação na barraca e danos morais ele não precisava ficar preocupado. Se o clímax foi quebrado naquela noite ele ainda teria duas pela frente. O César e a Érica, amigos do Flávio, foram os únicos que foram para lá com um veículo exclusivamente urbano. Colocaram o Pálio na estrada e curtiram tudo a que tinham direito. Estão certos. Quando se tem vontade não existem dificuldades. Silêncio no camping. Todos dormindo e sonhando com o segundo dia. E “vamu qui vamu”.
PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3   PARTE 4
> INÍCIO > ATIVIDADES > GOIÁS > MAMBAI - 20/03/2008 > PARTE 2