Às 8h da manhã de sábado o acampamento
já estava movimentado. A maior parte dos expedicionários
já havia tomado o desjejum. Tal qual na manhã anterior a ressaca se fazia presente em alguns.
Sinal de que o luau no sítio foi animado. Todos aguardavam
o famoso grito: “Olha o brieffing”. E ele veio. Fabiana
e Leandro fizeram as recomendações e apresentaram as
atividades do dia. Cachoeira do Funil, com direito ao rapel para aqueles
que estão dispostos a desembolsar R$25,00, uma galinhada em
um sítio próximo da cachoeira e visita à Cachoeira
Sumidouro. Novo desfile de jipes pela cidade e desta vez o deslocamento
pelo asfalto foi pequeno. |
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Câmeras fotográficas a tiracolo, caixa
de isopor devidamente abastecida com água, refrigerante e cerveja,
mochilas nas costas e vamos nós pela trilha. Caminhamos em
torno de 150m e nos deparamos com um pântano. “Acabou
a trilha, vamos passar por onde?”
E o Leandro informando que o caminho era aquele mesmo. “É
só enfrentar a água”. “E cobra sucuri, jibóia,
piranha, mãe d’água não tem não?”
Logo um expedicionário expressa sua opinião categórica:
“A sucuri já comeu o primeiro turista que passou hoje
por aqui, portanto não tem mais perigo”. Fazer o quê!
Enfrentar a água. A Débora não resistiu, escorregou
e acabou sentada naquela água barrenta. Gargalhada geral, principalmente
a do Wellington. Enfrentado o pântano, tênis outrora branco
e agora preto, chegamos à terra firme.
E “vamu qui vamu”
a Funil nos espera. Mais uma boa caminhada e nos deparamos com formações
rochosas espetaculares, verdadeiro jardim de pedra, lindíssimo.
As fotos mostram àquilo que não consigo transmitir,
e mais à frente um jardim de flores amarelas. Se o aperitivo
é este, então a cachoeira deve ser um espetáculo
à parte. Mais uma caminhada e nossos ouvidos captam o som dela. Surge em nossa frente a Cachoeira do Funil, majestosa, cuja queda
forma uma cortina branca cobrindo a entrada de uma caverna. O rio
penetra por esta caverna e sai bem mais à frente. Flashes estouram.
Todos querem registrar em suas câmeras aquela maravilha que
a natureza nos proporciona. |
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| Uma parte do grupo devidamente paramentado –
capacetes, luvas, cadeirinhas - dirige-se para o alto da cachoeira
onde estão posicionadas as cordas para o rapel, e outro grupo
desce a escada para mergulhar naquela água e tirar fotos. Não
demora muito o Paulo surge lá no alto como a primeira pessoa
a descer pelas cordas tendo ao lado as águas da cachoeira.
Demonstra conhecimento e experiência naquilo que está
fazendo. Andréia embevecida admira a bravura de seu marido.
“É uma pessoa destemida, forte, corajosa, bom companheiro,
bom filho, bom pai. Será que ele ainda está treinado?
A última vez que praticou rapel tinha apenas 18 aninhos”.
Em seguida outros vão descendo: LAPS, Rasquinho, Leo Gazzola,
Reya, Justin, Fabiana, Joyce, Natuzza, Cléo, Wellington (será
que me esqueci de alguém?). No início estava receoso
em enfrentar aquela descida. Não era medo. Como nunca havia
feito algo semelhante achava melhor não me arriscar, mas vendo
o pessoal enfrentar o desafio e a cara de felicidade com que chegavam
lá embaixo, concluí que o momento era aquele. Eufórico,
peguei os equipamentos, fui para o alto da cachoeira e ali mesmo junto
às cordas o Maurício repassou-me as instruções.
A adrenalina já estava no ponto e “vamu qui vamu”
que a Funil me espera. Desci com o corpo quase perpendicular às
pedras e logo já estava no espaço balançando
ao sabor do vento, sentindo a água molhar o meu corpo. À
medida que descia fui aprendendo a manejar melhor a corda. Cheguei
lá embaixo eufórico, feliz e até acho que me
saí bem. |
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