Ir pescar
na Serra da Mesa é sem dúvida uma aventura onde
a experiência, a sorte, a paciência e a técnica
são fatores predominantes. Desta vez partimos de volta
para o rancho da Dona Preta e do nosso amigo Hugo que sempre
nos recebem de forma bem calorosa e prestativa. Além
de desfrutar e fisgar alguns Tucunarés, desta vez aproveitamos
para juntar alguns amigos pescadores que há tempos vinham
arrumando tal pescaria. A
PARTIDA E A RECEPTIVIDADE
Partimos de madrugada e desta vez fizemos outra rota, pois escutamos
de vários amigos avisos que o trecho entre Brazlândia
e Padre Bernardo está em péssimas condições
e mesmo pegando mais ou menos uns 17km’s de estrada de
terra seria melhor.
Chegamos a Niquelândia e logo o grupo se reencontrou,
rumamos para o rancho, pois a vontade de pescar era grande.
Camping arrumado, barco na água, tralhas prontas e todos
partem para tentar as primeiras fisgadas. Nosso grupo estava
dividido em 4 barcos e neste primeiro dia cada um tomou um rumo
para a pescaria. À noite, como é de costume no
rancho da Dona Preta, a farta e saborosa refeição
é um convite para algumas repetições de
prato e depois a boa viola embala a farra. Desta vez alguns
companheiros ensaiaram um escambo de iscas artificiais, porém
o ciúme em cima das iscas é tão grande
que nada foi trocado. Também ficou combinado para o dia
seguinte uma visita a Serra Negra. A
PESCARIA E SUA TÉCNICAS
Logo pela manhã bem cedo o grupo tomou um café
reforçado e partiu para a Serra Negra, outro grupo
preferiu ir pescar atrás da Ilha Grande. Pescar é,
como todo esporte, uma evolução de técnica
e aprendizado. Quando um pescador quer aprender a utilizar
equipamentos como carretilhas e iscas artificiais, sem sombra
de dúvida a pescaria muda de tal forma que dependendo
do sucesso do pescador em seu aprendizado, certamente iscas
naturais serão pouco utilizadas. Aproveitando o convívio
com outros pescadores que utilizam somente iscas artificiais,
aproveitamos esta investida na Serra para aprimorar o manejo
com elas e muitos partiram para a pesca 100% iscas artificiais.
Na volta da Ilha Grande encontramos com um dos barcos do grupo
que tinha subido para a Serra Negra, este tinha retornado
para buscar mais cerveja, pois o pessoal estava fazendo um
churrasco nos pés da Serra Negra. Não pensamos
duas vezes e partimos rumo a Serra Negra onde ficamos até
o final do dia pescando, perto da Serra nosso amigo Joelson
pegou o troféu da pescaria um digno bitelo, um bonito
exemplar de Tucunaré Azul.
Perto do rancho nos deparamos com a Toyota Bandeirante do
nosso amigo LAPS atolada na beira do lago, mesmo botando fé
em ter visto o companheiro que partiu sozinho um dia depois
para a Serra não contemos em curtir com a cara dele
pelo fato de estar atolado. Juntamos meia dúzia de
amigos e fomos ajudar a desatolar a Band, utilizamos a técnica
do macaco baiano e a S10 “Agunia” deu uma forcinha
para tirá-lo do atoleiro.
À noite não foi diferente, muito peixe assado,
churrasco e a boa e velha viola animando o rancho. No outro
dia já no calor das 8 horas o rancho estava agoniado,
era o tempo de tomar café e partir para a pescaria.
Neste dia seguimos para baixo do rancho e batemos em vários
pontos. No meu caso as iscas que fizeram mais sucessos foram
a Flash Minow, a Baby Torpedo, Papa Black e Spock Junior.
Na Serra da Mesa e em qualquer pescaria é comum pescadores
perderem iscas e não se assuste caso encontre uma presa
em alguma árvore.
A farra foi mais forte nesta noite, já em ritmo de
despedida a viola tocou até mais tarde e muitos ainda
ficaram cantarolando e curtindo um bom peixe assado.
O último dia é sempre marcado com um ar de tristeza,
desarmar acampamento, arrumar as tralhas, guardar tudo de
novo e voltar a realidade. Porém quando temos um grupo
animado, a curtição não permite que a
tristeza abale a viagem, então resolvemos arrumar tudo,
e resolvemos ficar curtindo mais o lago. Depois de horas chegou
o momento do retorno, aí foi cada um por si e todos
na esperança de se reencontrarem logo numa próxima
pescaria! |