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A maré => Conversando com o capitão e mais pessoas que conhecem a região, pois agora realmente sabíamos onde era o ponto ficamos sabendo que com a maré estando alta poderíamos chegar ao ponto. Para nossa sorte a maré passou a encher e em alguns dias partiríamos
de novo para a nova tentativa. |
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A segunda investida => Com a noticia que a maré estava cheia fechamos
o aluguel de um barco movido a diesel e desta vez estaríamos
com um capitão mais experiente e mostrando ser
mais calmo.
As 10h da manhã partimos de Barra Grande rumo a
Caieiras, com a velocidade de 10km/h fomos para a confluência.
A maré estava cheia e era nítida a diferença,
o vento fazia com que tivéssemos algumas ondas,
mas nada que nos desanimassem.
A distancia ia diminuindo e a ansiedade aumentando a medida,
pois esta seria a ultima tentativa. Quando chegamos a
300m do ponto pedi ao capitão do barco para diminuir
a velocidade e fomos devagar para mais perto do ponto.
Quando chegamos bem próximo tivemos uma surpresa,
por causa do vento e das ondas o barco ficava oscilando
e os graus da confluência não ficavam estáveis,
foram quase uma hora procurando a localidade correta com
o barco, tentando deixa-lo estável e também
andando pelo convés para ver se achávamos
a marcação. Por ser um volume grande o barco
não tinha a precisão ainda mais que estava
solto na água, foi quando decidi ir nadando usando
colete salva vidas. Entrei na água com o GPS suspenso e fui nadando,
estava a 50m e a nadada foi dificultada por causa do vento
e das ondas. Tinha hora que passava por cima do ponto
e a marcação no GPS aparecia no visor com
as coordenadas fazia com que avisasse para minha esposa
e para o capitão do barco que ali era o ponto.
Eles vieram com o barco devagar e ancoraram perto de mim.
Subi no barco e ficamos tentando por uma hora pegar a
marcação, dentro da água seria impossível
tirar foto do GPS então ficamos nervosos e tentando
achar uma solução. Tivemos a idéia
de usarmos uma canoa, mas não tínhamos nenhuma
canoa ou bote, então fomos à margem onde
existem casas de pescadores e pegamos uma canoa emprestada. Voltamos ao ponto rebocando a canoa e subimos nela para
tentar registrar o ponto. |
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| Estávamos os três
na canoa, eu, minha esposa e o capitão do barco
que ia remando ate o ponto. Seria mais fácil para
fotografar, mas tínhamos um novo problema, a canoa
oscilava da mesma forma, e tinha o problema de estarmos
preso a ela e não poderíamos ir para os
lados sem ter que sair para frente ou para trás.
Foram mais uma hora tentando, remando e lutando para registrar
e mais uma vez desistimos. Voltamos ao grande barco e
nesta hora o nervosismo tomou conta. Ficamos alguns minutos
pensando em silêncio, foi quando andando pelo convés
do barco, minha esposa grita afirmando que estávamos em cima
do ponto S 14° 00’ 00.0” e que precisaríamos
encontrar o W 39° 00’ 00.0”. Com a experiência
do capitão do barco ele resolve ir puxando a corda da ancora
e foi quando ficamos oscilando a marcação do W, então
ficamos ali por quase duas horas virando o barco, puxando a corda
da ancora, e de repente surge no marcador a imagem tão esperada
os graus S 14° 00’ 00.0” e W 39° 00’ 00.0”
estampados no visor do GPS, nessa hora a alegria e a euforia vem a
tona. |
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| Pegamos a maquina fotográfica para registrar, mas para
tirar tal foto foi mais uma hora pois focar o visor com o balanço
do barco foi uma luta, mas conseguimos e o ponto estava registrado.
Notamos que para fixar o ponto em tal marca era necessário
apontar o barco para a ilha da Formiga, e este foi o sucesso. Isso
tudo devemos a experiência do capitão do barco e sua
paciência que ficamos das 10 horas da manhã
ate às 16 horas tentando registrar o ponto. Também
a paciência de minha esposa que em horas com suas palavras
dava força para continuarmos tentando. |
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