| MANUAL: 5 NÓS
DE PESCA - Por: Flávio Martins |
Em qualquer pescaria, um aspecto técnico do
qual o pescador não tem como fugir é a confecção
de um nó, ainda que da forma mais simples. Os nós são
utilizados principalmente para unir extremidades - como atar a linha
aos anzóis e snaps, por exemplo, e em emendas, nas quais são
atadas duas linhas ou a linha a um encastoado de aço.
Este artigo traz para os iniciantes na pesca amadora um pequeno manual.
Para que dê certo e que consiga fazer os nós em situação
de pesca, você deve treinar em casa, utilizando um pequeno pedaço
de linha de nylon (logicamente linha de pesca), anzol (para garantir
sua segurança amasse as farpas) e também fazer os procedimentos
em giradores e castores. Mandamentos
do nó
1 - Use o nó correto para cada situação: São
muitas as opções de nós que podem ser atados
pelo pescador e cada um se adapta (ou tem um melhor desempenho) a
uma situação especifica.
2 - Evite atar linhas de diâmetros muito diferentes: Atar linhas
de diâmetros muito díspares dificulta bastante a execução
do nó e, muitas vezes, compromete o seu resultado final. Caso
seja necessário fazer isso, utilize um nó que se ajuste
melhor à essa condição.
3 - Observe cuidadosamente a ordem correta dos passos: Existe uma
ordem adequada para a execução de cada passo na hora
de atar um nó. Puxar uma laçada no momento errado pode
fazer com que o nó se arrebente quando tracionado.
4 - Apare bem as pontas da linha: Depois de atar o nó, apare
bem as pontas da linha. Lembre-se que a linha só corre em nós
mal dados. Portanto, se o nó tiver sido atado de forma correta,
a linha pode ser cortada bem rente, sem maiores problemas.
5 - Utilize um trim para aparar a linha: O instrumento que apresenta
melhor desempenho na hora de se cortar linhas e aparar suas pontas
é o trim. Ele finaliza de forma segura o atado, diminuindo
muito os riscos de danificar a linha na hora de aparar as pontas.
6 - Observe cuidadosamente o aspecto final do nó: Nós
com aspecto ruim, laçadas sobrepostas, e principalmente "mordidas
na linha", devem ser cortados e refeitos. Afinal, não
vale a pena arriscar...
7 - Teste o seu nó antes de começar a pescar: Muitas
vezes o nó, embora apresente um ótimo aspecto visual,
enfraquece a linha que pode arrebentar sem o menor esforço
na fisgada do primeiro peixe. Puxando as partes unidas de forma moderada,
o pescador pode descobrir se o nó enfraqueceu a linha ou não,
tendo assim a chance de refazê-lo. |
| |
Nó único:
Este talvez seja um dos nós mais usados em função
da facilidade com que é feito e pelo seu bom resultado final.
É recomendado para atar extremidades e pode amarrar a linha
a um anzol, snap ou girador. Outro aspecto interessante é que
pode ser usado para linhas de grandes espessuras. Siga os passos e
apare a ponta bem rente no final com um trim. |
| |
1 - Passe a linha pelo olho do
anzol e faça uma laçada;
2 - Dê 4 ou 5 voltas sobre os segmentos que passaram pelo olho;
3 - Puxe a sobra e aperte até formar o corpo do nó;
4 - Dê o aperto final, puxando pela linha principal e apare
as pontas. |
| |
Nó de sangue:
É um tipo de nó muito interessante para ser usado em
emendas de linha. Fácil de ser executado, ele apresenta a particularidade
de conservar bem a resistência natural da linha. Seu inconveniente
é o fato de que só deve ser usado para unir linhas de
diâmetros muito próximos. Com certeza é a melhor
opção para emendar a linha após "aquela
cabeleira com final trágico"...
Ao final apare as pontas bem rente com o trim. |
|
1 - Firme as pontas que serão unidas;
2 - Entrelace a extremidade direita e volte pelo centro; faça
o mesmo com a outra ponta;
3 - Firme as sobras e puxe as duas partes das linhas em sentido contrário;
4 - Apare as sobras |
| |
Nó trilene:
Próprio para atar extremidades, ele é uma das melhores
opções para se prender o anzol, o snap ou o girador
à sua linha. Isso porque tem a propriedade de conservar quase
que 100% da resistência original da linha. Além disso,
para se atar um trilene não existem complicações.
É só aparar rente com o trim e linha na água. |
|
1 - Passe a linha duas vezes pelo olho do anzol;
2 - Dê 4 ou 5 voltas na linha e passe sua ponta pelo arco formado;
3 - Aperte bem e apare as pontas. |
| |
Nó Palomar: E
um nó de confecção simples para atar extremidades
e, talvez, seja o preferido da maioria dos pescadores para essa situação,
porque realmente apresenta algumas vantagens. Uma delas é a
particularidade de entrar em contato com a extremidade unida (anzol,
snap, girador) com duas voltas da linha, isto é, a linha passa
dobrada pelo aro onde é amarrada. Além de apresentar
resistência extra, devido à laçada de união
que é dobrada, o palomar ainda tem as ótimas características
de não enfraquecer a linha e de nunca se desfazer, se bem apertado,
o que pode ocorrer com outros nós. Um cuidado que deve se tomar,
é de não usar este nó para linhas muito grossas
(acima de 0,60 mm), pois as laçadas não se ajustam adequadamente
e o resultado final não é bom neste caso. |
|
| |
Nó Rapalla: Usado
para atar sua linha a extremidades (anzol, snap, girador), este nó
desenvolvido pela rapala (e de uso recomendado para as iscas da mesma
marca) tem propriedades interessantes. Configura-se como a melhor
opção para aquelas situações em que se
deseja que a isca natural ou artificial tenha a maior mobilidade possível,
e a linha não esteja firmemente presa ao anzol. Isso porque,
depois de terminado, fica com uma pequena laçada, com folga,
para que o anzol se movimente. Ao contrário de outros nós
que apresentam laçadas na extremidade, a sua não é
apertada, o que garante a livre mobilidade da isca. |
|
Boas pescarias!
Flávio Martins Santos |
| |
|
|