Essa é a descrição de uma das trilhas mais bonitas do mundo, em volta da Cordillera Huayhuash, no Peru. Fica na província de Ancash, cuja capital é Huaráz, que fica ao pés da Cordillera Blanca, grande ponto de encontro de montanhistas do mundo todo que aproveitam os seu vários picos nevados, onde se localiza, entre outras, a montanha mais alta do Peru, o Huascarán (6.768 m). A trilha começa numa cidadezinha ao sul de Huaráz, chamada Chiquián.
Chiquián => Uma próspera cidadezinha a 3.400 m de altitude, a 111 km ao sul de Huaráz, que tira seu sustento dos caminhantes e montanhistas que visitam Huayhuash. Leve tudo o que precisar de Lima ou Huaráz, pois há poucos suprimentos em Chiquián. Ao chegar à vila pela estrada você terá belas visões da cordilheira. A montanha mais alta do maciço é o Yerupajá que, com seus 6.634 m, também é a segunda maior montanha do Peru. A festa anual de Santa Rosa de Lima acontece no fim de agosto, com danças, desfiles, música e touradas. Há também a Semana Turística no começo de julho.
Como chegar e ir embora => A partir de Lima chega-se a Chiquián após 10 horas de ônibus, pelas companhias Cavassa (Jr Ayacucho 942, Lima) ou Transfysa. No entanto, Chiquián é uma cidade que não tem muito o que se fazer durante a aclimatação. Melhor passar uns dias antes em Huaráz, onde se pode comprar suprimentos para a trilha e alugar equipamentos. De Huaráz saem três ônibus por dia para Chiquián (US$ 2, 3 ½ horas) pela companhia Rápido (Jr Huascarán 117). A estação da Transfysa em Chiquián fica na 2 de Mayo 1109 e tem um ônibus que sai diariamente para Lima às 09h00 (US$6, 8 a 10 horas de viagem). A companhia Cavassa fica na Bolognesi 421 e têm ônibus diários que saem às 16h30, chegando à Lima às 03h00. No entanto, as companhias e os horários de saída mudam frequentemente e, às vezes, só há ônibus que viajam durante a noite. Transportes Virgem del Carmen, no oitavo quarteirão da 2 de Mayo; Rápido (Figuerado 216); e Chiquián Tours (2 de Mayo 651) têm ônibus para Huaráz (US$ 2.50, 3 a 4 horas de viagem), a maioria saindo de manhã cedo.
Comer e dormir =>
Há acomodações simples e poucos restaurantes. O lugar mais recomendado para se ficar em Chiquián é Los Nogales, um albergue construído recentemente e que fica a dois quarteirões da praça central. Com chuveiros elétricos e quartos limpos, cobra cerca de US$ 6 por pessoa. Hostal San Miguel (Comercio 233) a sete quarteirões da praça central é básico, mas limpo, e cobra US$ 5 a 8 por pessoa por noite, com água quente esporádica. O albergue Yerupajá fica na rua Grau, a três quarteirões da praça, cobra US$ 4 por noite e ocasionalmente tem chuveiro frio. A cidade tem poucos e simples restaurantes. O melhor parece ser o El Rincón de Yerupajá (Tarapacá 351). Outras escolhas são o El Refúgio de Bolognesi (Tarapacá 471) e Tío Sam (28 de Julio 350). A Panadería Santa Rosa (Comercio 900) vende pães e doces.
Animais de carga => Os serviços podem ser contratados através de pequenas agências em Chiquián. Estas cobram US$ 15 por guias ou cozinheiros, US$ 10 por arrieros (condutores) e US$ 5 por burro (US$ 8 por um cavalo). É possível contratar privadamente um arriero e burros por um pouco menos, mas você deverá fornecer a comida e o local para ele dormir ou verificar se ele tem o equipamento adequado, além de se certificar de que ele conhece a rota. Lembre-se que você deverá pagar pelo arriero e animais para que voltem a Chiquián, caso você não faça o circuito completo e vá só até Cajatambo. Se ele trabalhar bem, uma gorjeta de 10% poderá ser acrescida ao pagamento.Um guia recomendado é o Allejandro Callupe (pergunte por ele na cidade). Caso você contrate um guia sem a intermediação de uma agência, você será responsável também em levar equipamento de cozinha para o número correspondente de pessoas, além de uma cobertura para a cozinha, e fazer as compras, inclusive para alimentar os arrieros. Durante a trilha, esteja preparado para cães particularmente agressivos em seus territórios; abaixar para pegar uma pedra geralmente já é suficiente para afastá-los. No entanto, existem agências que organizam tudo isso pra em Huaráz. Verifique entre as agências. Pode ser mais caro, mas pode valer à pena. Uma das melhores agências de Huaráz, a Andean Kingdom, cobra US$ 300 por pessoa para fazer o circuito. Quatorze dias (por causa das trilhas adjacentes) com dois burros e um cozinheiro/guia, sem os equipamentos dele e sem a comida, custariam US$ 350 (para ser dividido por quem for). Acrescente o aluguel de barraca e cozinha, assim como a comida e talvez seja melhor contratar a agência.
Caminhando no circuito Huayhuash => O mais comum é caminhar em volta da cordilheira toda, o que pode ser um tanto extenuante e levar até duas semanas, dependendo das trilhas adjacentes. Por ser menos acessível do que a Cordillera Blanca, encontra-se menos caminhantes e montanhistas em Huayhuash. No entanto, estes poucos têm deixado sinais de suas passagens e visitantes recentes têm reclamado do lixo espalhado nos locais de acampamento. Essa trilha circunda completamente o maciço, e provavelmente é a trilha mais bonita do peru. A parte mais bonita da caminhada é na parte leste da cordilheira, onde uma cadeia de lagoas povoadas por trutas refletem os picos brancos. O circuito completo tem cerca de 164 a 186 km (dependendo das trilhas adjacentes) entre altitudes de 2.750 m e 5.000 m, o que representa um desafio difícil e sério, de modo que a trilha só é recomendada para caminhantes com excelente preparo físico ou que planejem ficar pelo menos 12 dias para completar o circuito. É claro que não é necessário caminhar o percurso todo: você pode caminhar por alguns dias e voltar pelo mesmo caminho, ou sair da trilha em Cajatambo (7 dias) de onde há transporte para Lima. Trilhas adjacentes são descritas na rota a seguir. É melhor não fazer fogueiras, já que há pouca madeira restante no local. A maior parte do caminho é bastante óbvia, apesar de uma trilha bem marcada nem sempre estar presente. Esta é uma área remota, de modo que você deverá levar (e saber usar) um mapa do IGN (Instituto Geográfico Nacional). Cartas de Chiquián e Yanahuanca, ou The Cordillera Huayhuash do SAEC (South American Explores Club). Antes de ir ao IGN em Lima, passe pelo South American Explorers Club. Eles vendem alguns mapas próprios e alguns do IGN e poderão te dizer se os mapas que você quer estão disponíveis no IGN. Também é possível encontrar alguns mapas produzidos localmente em Huaráz. O IGN fica em Lima, na Av. Aramburu 1190, no subúrbio de Surquillo. Fica aberto de segunda à sexta, de 08h30 às 16h00. Leve seu passaporte. |