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VOLTA DA CORDILLERA HUAYHUASH - Por: Rodrigo Bulhões
PARTE 1 PARTE 2

Essa é a descrição de uma das trilhas mais bonitas do mundo, em volta da Cordillera Huayhuash, no Peru. Fica na província de Ancash, cuja capital é Huaráz (www.huaraz.com), que fica ao pés da Cordillera Blanca, grande ponto de encontro de montanhistas do mundo todo que aproveitam os seu vários picos nevados, onde se localiza, entre outras, a montanha mais alta do Peru, o Huascarán (6.768 m).
A trilha começa numa cidadezinha ao sul de Huaráz, chamada Chiquián.

Chiquián:
Chiquián (www.chiquian.com e http://mx.msnusers.com/funaea2sdo3aih2pn76h87teh7 ) é uma próspera cidadezinha a 3.400 m de altitude, a 111 km ao sul de Huaráz, que tira seu sustento dos caminhantes e montanhistas que visitam Huayhuash. Leve tudo o que precisar de Lima ou Huaráz, pois há poucos suprimentos em Chiquián. Ao chegar à vila pela estrada você terá belas visões da cordilheira.
A montanha mais alta do maciço é o Yerupajá que, com seus 6.634 m, também é a segunda maior montanha do Peru. A festa anual de Santa Rosa de Lima acontece no fim de agosto, com danças, desfiles, música e touradas. Há também a Semana Turística no começo de julho.

Como chegar e ir embora:
A partir de Lima chega-se a Chiquián após 10 horas de ônibus, pelas companhias Cavassa (Jr Ayacucho 942, Lima) ou Transfysa.
No entanto, Chiquián é uma cidade que não tem muito o que se fazer durante a aclimatação. Melhor passar uns dias antes em Huaráz, onde se pode comprar suprimentos para a trilha e alugar equipamentos. De Huaráz saem três ônibus por dia para Chiquián (US$ 2, 3 ½ horas) pela companhia Rápido (Jr Huascarán 117). A estação da Transfysa em Chiquián fica na 2 de Mayo 1109 e tem um ônibus que sai diariamente para Lima às 09h00 (US$6, 8 a 10 horas de viagem). A companhia Cavassa fica na Bolognesi 421 e têm ônibus diários que saem às 16h30, chegando à Lima às 03h00. No entanto, as companhias e os horários de saída mudam freqüentemente e, às vezes, só há ônibus que viajam durante a noite. Transportes Virgem del Carmen, no oitavo quarteirão da 2 de Mayo; Rápido (Figuerado 216); e Chiquián Tours (2 de Mayo 651) têm ônibus para Huaráz (US$ 2.50, 3 a 4 horas de viagem), a maioria saindo de manhã cedo.

Comer e dormir:
Há acomodações simples e poucos restaurantes. O lugar mais recomendado para se ficar em Chiquián é Los Nogales, um albergue construído recentemente e que fica a dois quarteirões da praça central. Com chuveiros elétricos e quartos limpos, cobra cerca de US$ 6 por pessoa. Hostal San Miguel (Comercio 233) a sete quarteirões da praça central é básico, mas limpo, e cobra US$ 5 a 8 por pessoa por noite, com água quente esporádica. O albergue Yerupajá fica na rua Grau, a três quarteirões da praça, cobra US$ 4 por noite e ocasionalmente tem chuveiro frio. A cidade tem poucos e simples restaurantes. O melhor parece ser o El Rincón de Yerupajá (Tarapacá 351). Outras escolhas são o El Refúgio de Bolognesi (Tarapacá 471) e Tío Sam (28 de Julio 350). A Panadería Santa Rosa (Comercio 900) vende pães e doces.

Animais de carga:
Os serviços podem ser contratados através de pequenas agências em Chiquián. Estas cobram US$ 15 por guias ou cozinheiros, US$ 10 por arrieros (condutores) e US$ 5 por burro (US$ 8 por um cavalo). É possível contratar privadamente um arriero e burros por um pouco menos, mas você deverá fornecer a comida e o local para ele dormir ou verificar se ele tem o equipamento adequado, além de se certificar de que ele conhece a rota. Lembre-se que você deverá pagar pelo arriero e animais para que voltem a Chiquián, caso você não faça o circuito completo e vá só até Cajatambo. Se ele trabalhar bem, uma gorjeta de 10% poderá ser acrescida ao pagamento.Um guia recomendado é o Allejandro Callupe (pergunte por ele na cidade). Caso você contrate um guia sem a intermediação de uma agência, você será responsável também em levar equipamento de cozinha para o número correspondente de pessoas, além de uma cobertura para a cozinha, e fazer as compras, inclusive para alimentar os arrieros. Durante a trilha, esteja preparado para cães particularmente agressivos em seus territórios; abaixar para pegar uma pedra geralmente já é suficiente para afastá-los. No entanto, existem agências que organizam tudo isso pra em Huaráz. Verifique entre as agências. Pode ser mais caro, mas pode valer à pena. Uma das melhores agências de Huaráz, a Andean Kingdom, cobra US$ 300 por pessoa para fazer o circuito (www.andeankingdom.com ). Quatorze dias (por causa das trilhas adjacentes) com dois burros e um cozinheiro/guia, sem os equipamentos dele e sem a comida, custariam US$ 350 (para ser dividido por quem for). Acrescente o aluguel de barraca e cozinha, assim como a comida e talvez seja melhor contratar a agência.

Caminhando no circuito Huayhuash:
O mais comum é caminhar em volta da cordilheira toda, o que pode ser um tanto extenuante e levar até duas semanas, dependendo das trilhas adjacentes. Por ser menos acessível do que a Cordillera Blanca, encontra-se menos caminhantes e montanhistas em Huayhuash.
No entanto, estes poucos têm deixado sinais de suas passagens e visitantes recentes têm reclamado do lixo espalhado nos locais de acampamento.

Essa trilha circunda completamente o maciço, e provavelmente é a trilha mais bonita do peru. A parte mais bonita da caminhada é na parte leste da cordilheira, onde uma cadeia de lagoas povoadas por trutas refletem os picos brancos. O circuito completo tem cerca de 164 a 186 km (dependendo das trilhas adjacentes) entre altitudes de 2.750 m e 5.000 m, o que representa um desafio difícil e sério, de modo que a trilha só é recomendada para caminhantes com excelente preparo físico ou que planejem ficar pelo menos 12 dias para completar o circuito. É claro que não é necessário caminhar o percurso todo: você pode caminhar por alguns dias e voltar pelo mesmo caminho, ou sair da trilha em Cajatambo (7 dias) de onde há transporte para Lima. Trilhas adjacentes são descritas na rota a seguir. É melhor não fazer fogueiras, já que há pouca madeira restante no local.

A maior parte do caminho é bastante óbvia, apesar de uma trilha bem marcada nem sempre estar presente. Esta é uma área remota, de modo que você deverá levar (e saber usar) um mapa do IGN (Instituto Geográfico Nacional). Cartas de Chiquián e Yanahuanca, ou The Cordillera Huayhuash do SAEC (South American Explores Club - http://www.saexplorers.org). Antes de ir ao IGN em Lima, passe pelo South American Explorers Club. Eles vendem alguns mapas próprios e alguns do IGN e poderão te dizer se os mapas que você quer estão disponíveis no IGN. Também é possível encontrar alguns mapas produzidos localmente em Huaráz. O IGN fica em Lima, na Av. Aramburu 1190, no subúrbio de Surquillo. Fica aberto de segunda à sexta, de 08h30 às 16h00.
Leve seu passaporte.

Descrição da trilha (mapa: http://huaraz.com/map/huayhuash/ )

Uma nova estrada vinda de Huallanca para Palca passando por Matacancha foi construída. É previsto que futuramente se estenda até Chiquián. Por enquanto, há uma estrada de terra que liga Chiquián até Llamac. É uma caminhada poeirenta e quente de nove horas, portanto leve bastante água.

Siga o caminho que sai do lado norte do cemitério de Chiquián, descendo até o Rio Pativilca no final, onde você encontrará uma estrada; cerca de 1 ½ horas. Fique no lado direito do Rio Pativilca por cerca de 1 – 1 ¼ horas, e depois cruze uma ponte sobre o Rio Quero. Continue pelo lado esquerdo e cruze o Rio Achín. Então o caminho faz uma curva em volta de um esporão e vira à esquerda para o vale Achín e cruza o rio depois de cerca de 1 ½ horas, seguindo em direção ao vilarejo de Llamac
(http://www.amersol.edu.pe/_dauger/photos/LevillagedeLlamac/huayhuash1006.htm).

Llamac:
Llamac fica a 3.250 m de altitude e a cerca de 21 km de Chiquián. Há bons locais para acampar no próprio caminho, talvez melhor do que em Llamac, onde curiosos barulhentos podem te dar nos nervos. Se você acampar em Llamac, peça permissão antes de montar sua barraca.
Há um albergue com seis quartos, US$ 3 por pessoa. Um outro está sendo construído pela Andean Kingdom. Llamac é uma pequena comunidade onde você poderá fazer uma parada para se refrescar mesmo que você não passe a noite; as lojas vendem algumas bebidas e suprimentos básicos.

Se você for sair da cordilheira em Cajatambo, vale à pena pegar a rota mais longa via Laguna Jahuacocha, o epicentro de Huayhuash e muito interessante para os visitantes. Pegue o caminho ao sul de Llamac. Cerca de 10 minutos após o limite do povoado o caminho rodeia um esporão e dobra de volta, subindo diagonalmente para esquerda em direção a uma fissura bem óbvia no horizonte montanhoso.
Suba a colina erodida até um falso passo, depois por mais uma hora (de certa forma alentada por um muro Inca) até o passo verdadeiro, Pampa Llamac (4.300 m), que fica no lado direito de um monte em forma de pão de fôrma. A subida é um verdadeiro esforço, mas vale à pena. Você experimentará um momento de puro regozijo, com a face oeste da cordilheira á sua frente: dentes gigantes de dragões de um branco cintilante – Rasac, Yerupajá, Jirishjanka. Mair uma recompensa, a trilha se transforma em um verdadeiro caminho Inca, serpenteando gentilmente por entre árvores de quinoa e tremoço, passando por cachoeiras e protuberâncias rochosas em direção ao vale abaixo.
Em mais cerca de 2 ou 3 horas (se você ainda não tiver decidido acampar no caminho) você chegará á Laguna Jahuacocha. Uma família local poderá oferecer-se para cozinhar truta e batatas, ou para te vender Coca-Cola, procure pela Liberata – uma senhora que vende cervejas frias.

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