Um dos poucos locais da Chapada dos Veadeiros onde o grande fluxo de turistas ainda não chegou, e com essa bênção, fomos lá realizar a
Travessia da Chapada Alta.
Foram dois dias e uma noite acampados no coração da Chapada Alta, em meio a uma natureza quase intocada, com grotas, morros, vales, inúmeras cachoeiras, caverna e a intrigante Ponte de Pedra foram apenas alguns dos atrativos que encontramos pelo caminho.
1º dia exploramos a parte alta, no 2º fizemos um grande giro de
21km pela parte baixa.
Como de praxe, um grupo bem reduzido, afinal, realizar uma travessia envolve, acima de tudo segurança e quanto mais gente maior a probabilidade de aparecer um B.O.
Além disso, andar com muita gente em um lugar de tanta beleza acaba tirando um pouco do encanto da experiência.
Tivemos um grupo muito bem formado e como sempre, agradecemos à sorte por colocar no nosso caminho pessoas boas, entusiastas das belezas que a natureza proporciona, respeitadoras e, acima de tudo, com uma energia boa — algo fundamental para uma boa aventura.
Chegamos a Alto Paraíso na sexta-feira, apenas para fazer a ponte e passar a primeira noite por lá e no sábado bem cedinho desembarcamos na Chapada Alta.
Chegando na Fazenda foi só o tempo de pegar os equipamentos e partir para a trilha da parte alta. Mirantes, trilha boa com boa parte do percurso sombreada, passamos por lindas cachoeiras e claro, aquele visual espetacular que encontramos a todo momento.
No fim do dia, fomos agraciados com um ‘
almojanta’ daqueles que ficam guardados na memória: uma diversidade de comidas típicas da roça, com aquele sabor único que só os locais conseguem proporcionar.
A noite estava linda, céu estrelado e uma lua quase cheia iluminando tudo, nem precisava de lanterna para perambular pela área do camping.
No outro dia, cedinho, por volta das 6h, a galera já estava na sede para tomar aquele café da manhã espetacular. Mais uma refeição preparada com todo o zelo, recheada de produtos feitos ali mesmo: pães, rosquinhas e mais um bocado de guloseimas.
Barriga cheia, equipamentos prontos e pé na trilha, com o sol ainda a uns três palmos do horizonte.
Descemos até a Ponte de Pedra, passamos pela caverna e começamos a voltar de cachoeira em cachoeira, quebrando a subida e curtindo cada cantinho espetacular desse lado da Chapada Alta.
Rolêzão forte!1 Afinal,
21km num batidão só é para poucos, mas o grupo foi firme e forte, sem nenhum resmungo... trilheiras e trilheiros de verdade!
Voltamos para a sede da fazenda com o sol quase desaparecendo atrás do morro.
Foi só o tempo de tirar as mochilas das costas, pegar um prato e, mais uma vez, nos fartarmos daquele rango espetacular.
Pena que não teríamos mais uma noite acampados por lá. Então, foi só o tempo de arrumar as tralhas, tomar aquele banho, vestir roupas confortáveis e pé na estrada de volta para Brasília.
Este breve relato não descreve nem um tiquinho de tudo o que vivemos por lá.
Deixamos aqui nosso gigantesco agradecimento, de coração, a todos que participaram dessa aventura e, especialmente, à família da Chapada Alta, que nos recebeu tão bem.
Nosso lema é simples: “
Juntando e fazendo amigos em busca de aventuras.”
E, com sorte ou sem ela, continuamos conseguindo reunir somente pessoas bacanas, que compartilham do mesmo espírito de aventura e respeito pela natureza.
Bora para as próximas... afinal cada aventura é única.
Relato: Flávio Martins Santos
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